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De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: FALSO MORALISMO
Um pai de família, que morava num prédio de dois andares, arrendou a parte de baixo da casa para uma danceteria. Todos os fins de semana havia ali uma reunião dançante. Ele, de vez em quando descia até lá e se juntava ao grupo para também se divertir.
Certa noite, depois de se divertir um pouco, decidiu ir dormir. Mas não conseguia pegar no sono por causa do barulho lá em baixo. Ele então resolveu descer para por ordem na casa. Subiu numa cadeira e começou a falar, pedindo que se fizesse mais silêncio, pois queria dormir. Mas, em vez de silêncio, o que se ouviu foram assovios, vaias e muita gargalhada. Foi então que ele se deu conta do seu erro: havia se esquecido de colocar roupa, estava só de cueca.
Quem já não ouviu falar do moralista de cueca? Moralista de cueca é alguém que quer impor certas regras e costumes, sem que tenha moral para isso. É uma pessoa desacreditada, que diz uma coisa, mas faz algo bem diverso do que apregoa. É um falso moralismo, em que se impõe que os outros façam uma coisa, mas que eles próprios não fazem. É o tal: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.
Esses falsos moralistas estão em toda parte. Estão, por exemplo, na igreja. Muitos líderes religiosos impõem grandes restrições aos seus fiéis, proibindo-lhes quase tudo. Mas eles praticam pecados grosseiros. Volta em meia a impressa divulga casos cabeludos envolvendo algum líder religioso, como pedofilia, adultério, roubo, lavagem de dinheiro, charlatanismo, que escandalizam a sociedade inteira.
Esses falsos moralistas estão também na política, onde muitos políticos querem ser os baluartes da verdade, mas não passam de mascarados, hipócritas e fingidos. Há políticos que passam a vida toda criticando os seus adversários por fazerem isso e aquilo. Até que chegam ao poder. Então fazem a mesma coisa que eles condenavam nos outros.
Esses falsos moralistas já existiam nos tempos de Cristo. Eram os escribas e fariseus. Eles se fingiam de santos, mas praticavam coisas piores do que os outros. Cristo os desmascarou, chamando-os de hipócritas, sepulcros caiados e cobras venenosas (Mateus 23.13-28).
E Jesus, além de desmascará-los, nos ensinou como reconhecer um falso moralista: “Pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus”, diz ele (Mateus 7.20,21).
É através da vida, da conduta, que conhecemos uma pessoa. Quando alguém diz uma coisa, mas vive fazendo uma coisa totalmente diferente do que prega, esse é um hipócrita, um falso moralista. Esse tal não merece o nosso respeito.
Cuidemos, pois, com os falsos moralistas, prestando atenção não tanto ao que dizem, mas sim, no que fazem – pois, conforme diz um ditado: “O exemplo vale mais do que muitas palavras”.
Sobretudo, cuidemos para não sermos nós mesmos incluídos entre os falsos moralistas, dizendo uma coisa e fazendo outra. Para isso sigamos o exemplo de Cristo, que não apenas mandou praticar o bem, mas andou fazendo o bem a todos, especialmente ao dar a sua vida em favor da humanidade.
Pastor Lindolfo Pieper
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------------------------------------- De: daniel schaffelen Para: radio educadora Mensagem: sempre estou na escuta aqui em cariacica me manda um alo ------------------------------------- De: agnaldo Para: manoel Mensagem: queria oferecer a proxima musica para o senhor manoel januario la de brejetuba.aqui e o filho dele agnaldo dos estados unidos. ------------------------------------- De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: SORTE E AZAR
Havia certa vez um sábio chinês que morava com o seu filho numa pequena aldeia. Uma noite o filho se esqueceu de fechar a porta da estrebaria e o cavalo fugiu. Ao saberem disso, os vizinhos comentaram com certa ironia: “Mas que azar!” Encarando-os, calmamente, o sábio perguntou: “O que é azar? Foi azar ou sorte?” Ninguém entendeu o que ele quis dizer.
Como o cavalo não estava acostumado a passar a noite no relento, acabou retornando no dia seguinte, trazendo junto consigo três cavalos selvagens. Na boca dos vizinhos só havia uma exclamação: “Mas que sorte!” Repetindo a cena do dia anterior, o chinês perguntou: “O que é sorte? Foi sorte ou foi azar?” Mais uma vez ninguém o entendeu.
Nos dias seguintes o filho se ocupou com o adestramento dos cavalos selvagens. Tudo corria bem, até que ele caiu de um dos cavalos, vindo a quebrar a perna. Ao visitá-lo, os vizinhos declararam consternados: “Mas que azar!” Ao que o sábio novamente perguntou: “O que é azar? Foi azar ou foi sorte?”
Tempos depois estourou uma guerra no país. Todos os jovens foram convocados para lutar. Como, porém, o filho do sábio estava com a perna quebrada, foi dispensado. Tristes com o fato de seus filhos estarem na guerra, os vizinhos disseram: “Mas este homem é mesmo de sorte!”
Há pessoas que atribuem tudo o que lhes acontece à sorte ou ao azar. As suas vidas são regidas pela fatalidade.
Para o filho de Deus, porém, não existe sorte e nem azar. Para ele existe a mão de Deus, que está por detrás de tudo. Pois, conforme Jesus, nenhum fio de cabelo cai da nossa cabeça sem o conhecimento de Deus e que até o pardal tem o seu destino traçado pela mão dele. Lemos no Evangelho de Mateus, capítulo l0, versículos 29 a 31: “Não se vendem dois pardais por algumas moedinhas? Porém nenhum deles cai no chão sem que isso seja da vontade do Pai. Quanto a vocês, até os seus cabelos estão contados. Portanto, não tenham medo, pois vocês valem mais do que muitos passarinhos”.
Por isso, em vez de atribuir tudo o que nos acontece à sorte ou ao azar, confiemos na providência divina, que dirige todas as coisas conforme Deus determinou – não deixando acontecer nada contrário a sua vontade, especialmente com aqueles que se tornaram seus filhos pela fé em Cristo Jesus.
Pastor Lindolfo Pieper
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------------------------------------- De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: O MENINO E O COCHO
Certa vez um casal resolveu trazer para dentro de casa um velhinho. Enquanto ele ainda tinha forças tinha o seu lugar na mesa. Mas, à medida que ele ia envelhecendo, as suas mãos começaram a tremer e ele não conseguia segurar o prato na mão. Assim, além de sujar a mesa, frequentemente quebrava a louça. Para acabar com isso o casal decidiu colocá-lo no paiol e arrumar-lhe um prato de madeira para comer.
O tempo foi passando. Um dia o casal foi surpreendido vendo o seu filho de oito anos fabricando um cochinho de madeira. O pai lhe perguntou para que ele estava fazendo aquilo. E o filho respondeu: “Este cochinho é para, quando o papai e a mamãe ficarem velhos como o vovô, poderem comer nele, a fim de não quebrar a louça”.
O pai compreendeu o seu erro, o mau exemplo que estava dando para o seu filho, e mandou tirar o velhinho imediatamente do paiol e trazê-lo novamente para dentro da casa, onde ele pôde comer de novo na mesa.
Assim como esse casal, muitas pessoas, quando os seus pais ficam velhos, os colocam num paiol para não atrapalhar ninguém. Conheço idosos que trabalharam a vida toda a fim de dar algum futuro para os seus filhos, como: uma casa, um terreno ou uma profissão. Hoje, quando estão velhos, em que não podem mais trabalhar, não têm onde ficar: ou têm que ir de casa em casa, como mendigos; ou são colocados num paiol, para não atrapalhar ninguém.
Será que é justo isso, abandonar aqueles que tanto se preocuparam conosco, que praticamente deram a sua vida por nós? Será que é correto desamparar os nossos pais na velhice, colocando-os em um paiol qualquer, como se fossem um ferro velho?
Deus nos deu pais para que cuidassem de nós. Agora, quando estão velhos, ele espera que cuidemos deles, dando-lhes sustento, amor e carinho. O mandamento “honrarás o teu pai e a tua mãe” também se aplica aqui.
Você, que ainda tem os seus pais vivos, em idade avançada, cuide bem deles. Lembre-se que o seu filho o está observando. A maneira como você tratar os seus pais na velhice, assim você também poderá ser tratado pelos seus filhos quando ficar velho.
Pastor Lindolfo Pieper
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------------------------------------- De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: TUDO O QUE DEUS FAZ É BOM
Havia um rei que tinha como conselheiro um ministro. Este ministro, em toda e qualquer circunstância, sempre repetia a mesma coisa: “Tudo o que Deus faz é bom”.
Um dia o rei, por acaso, cortou fora um dedo da mão. Ele ficou muito aborrecido e foi se queixar com o ministro, perguntando por que Deus tinha permitido acontecer isso com ele. E o ministro, com toda a tranqüilidade, respondeu: “Tudo o que Deus faz é bom”.
O rei ficou muito irritado e decidiu castigar o ministro, prendendo-o na cadeia. Numa certa manhã, o rei que sempre costumava sair para caçar com o seu ministro, decidiu ir sozinho, mantendo o seu conselheiro preso.
Porém, na floresta ele foi capturado pelos índios selvagens, que decidiram oferecê-lo em sacrifício aos seus deuses. Ele então foi banhado e preparado para o sacrifício. No último momento, antes do ritual, investigando o seu corpo, os índios viram que ele estava incompleto: faltava um dedo em uma de suas mãos. Ele não podia ser oferecido em sacrifício, pois os deuses não aceitavam pessoas mutiladas. Decidiram então soltá-lo.
Se sentido aliviado, o rei voltou ao seu palácio. Soltou o seu ministro e lhe disse, agradecido: “Agora entendo o que você quer dizer ao afirmar sempre dizendo que tudo o que Deus faz é bom”.
E o rei então lhe contou toda a história, da aventura que havia passado quando estava nas mãos dos índios. Ele só não podia compreender porque Deus havia permitido que o seu ministro, que era tão temente a ele, fosse preso injustamente. E o ministro repetiu as mesmas palavras de sempre: “Tudo o que Deus faz é bom”.
Querendo uma explicação mais detalhada, o ministro acrescentou: “Eu sempre vou junto quando a vossa Majestade vai caçar na floresta. Desta vez não fui. Se eu o tivesse acompanhado, eu teria sido sacrificado pelos índios, pois eu tenho todos os dedos do meu corpo”.
Nem sempre é possível entender porque isso e aquilo acontecem conosco. Nem sempre é possível entender os caminhos de Deus. Mas, uma coisa é certa: tudo o que Deus faz é bom. Ele, em tudo o que acontece conosco visa sempre o nosso bem. Diz ele na sua Palavra: “Porque os meus pensamentos não sãos os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55.8,9).
Por isso, mesmo não entendendo o porquê das coisas, devemos nos conformar sempre com a vontade de Deus, na certeza de que tudo o que ele faz é bom.
Pastor Lindolfo Pieper
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------------------------------------- De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: BOLA MURCHA
Certo dia houve um jogo de futebol entre duas equipes no final de um campeonato. O estádio estava lotado, todos olhando para a bola. O juiz deu a saída e a platéia toda acompanhava atentamente para onde a bola ia, de um lado para o outro. E os jogadores correndo atrás.
Às vezes a bola ia para o lado do gol, e o goleiro a abraçava com todo o carinho. Outras vezes saía do campo, e alguém a jogava de volta com as mãos para o campo. Quando conseguia entrar no gol, o estádio todo tremia, de tanto a platéia gritar. E ela era então, com todo o carinho, levado para o meio de campo, onde parecia que começava tudo de novo.
E a bola estava orgulhosa, pois todo mundo só olhava para ela. Eram mais de oitenta mil pessoas.
De repente, alguém dá um chute e a bola estoura. Fica murcha. O juiz então se dirige a ela, pega-a com a mão e a joga para fora do campo, e a substitui por uma outra bola.
Ali, abandonada, a bola viu que não era nada, mas apenas um objeto qualquer, que todo mundo botava o pé para dar um chute. Sentia-se vazia e abandonada.
Às vezes pensamos que somos o centro do universo. Todos gostam de nós e fazem tudo para nos agradar. Tudo corre bem. É um sucesso atrás do outro.
De repente descobrimos que as coisas são bem diferentes. Somos pisados, chutados e, não demora, verificamos que aqueles que pareciam torcer por nós, desaparecem na hora do aperto. Sentimo-nos então como uma bola murcha: vazios, abandonados e desprezados. Ficamos com vontade de morrer.
Mas nem tudo está perdido. Porque existe alguém que se importa conosco. Deus, o Criador de todas as coisas, também de nossa vida, ele se importa com cada um de nós. Ele provou isso quando mandou o seu próprio Filho ao mundo para resolver o grande problema do ser humano, que é o pecado, que o separa de Deus e o torna infeliz.
Isto quer dizer que, se queremos ser salvos e encontrar um propósito para a vida, a única solução é arrependermos-nos dos nossos pecados e aceitar a Cristo como o nosso Salvador.
Com Cristo a nossa vida ganha um rumo, um propósito. Não ficamos mais como uma bola murcha, abandonados num canto. Mas sim, como uma bola cheia, admirados e queridos por todos, especialmente por aqueles que amam as coisas de Deus. Diz o Salvador Jesus: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10).
Pastor Lindolfo Pieper
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------------------------------------- De: Isabel Para: Todos os ouvintes Mensagem: Olá!, conecte-se ai através de sua net toda a programação da Rádio Educadora, ouça também todas as manhãs o Programa Horizonte da Fé, às 7:20h da manhã, aos sábados de 7:30h às 8:ooh e aos domingos às 8:h a Santa Missa em seu lar...Abraçps A todos... ------------------------------------- De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: ONDE POSSO ENCONTRAR DEUS
Certo homem, recém-convertido ao cristianismo, tinha uma dúvida: onde está Deus? Ele havia aprendido que Deus está em toda parte, mas não conseguia compreender esta verdade. Ele queria saber de outras pessoas onde, afinal, estava o Criador.
Um astrólogo lhe disse que Deus estava nas estrelas. Um naturalista lhe garantiu que Deus estava na natureza. Um religioso lhe afirmou que Deus estava no semelhante. E um marinheiro lhe falou que Deus estava nas ondas do mar.
Estas respostas só aumentaram ainda mais a sua dúvida. Sentou-se no chão e começou a meditar sobre o que lhe haviam dito. Foi quando veio uma criança. Pensativo, ele lhe perguntou: “Diga-me, menina, você sabe onde está Deus?” “Sim, eu sei”, respondeu a menina. “Deus está aqui, ó!... dentro do meu coração!”
Emocionado, o homem se levantou, agradeceu à menina pela resposta e foi para casa. A sua busca terminara. “Como eu não havia pensado nisso antes?”, dizia ele para si mesmo.
Sim, Deus só podia estar no seu coração e, do coração, passar para a mente. De sua mente, então, ele poderia vê-lo nas estrelas, na natureza, no mar e no seu semelhante. Mas, primeiro Deus tinha que nascer, crescer e habitar no seu coração.
Sabendo e crendo que Deus estava nele e ele em Deus, aquele homem fez maravilhas, pois a sua boca passou a falar do que estava cheio o seu coração. Ele se alegrava, se consolava e se maravilhava em Deus, e repartia com os outros este tesouro que buscara com tanto esforço durante tanto tempo.
Diz o Senhor Deus: “Vocês vão me procurar e me achar, se me procurarem de todo o coração” (Jeremias 29.13). E Jesus acrescenta, dizendo: “Onde estiverem reunidos dois ou três em meu nome, ali estarei eu no meio deles” (Mateus 18.20).
Deus está em toda parte, no nosso coração e, de modo especial, na igreja, onde a sua palavra é anunciada clara e puramente e os santos sacramentos são administrados conforme a sua ordem. Pela fé em Cristo, através da sua Palavra, é possível encontrá-lo e ter comunhão com ele aqui nesta vida e um dia estar com ele face a face na glória celestial.
Pastor Lindolfo Pieper
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------------------------------------- De: Lindolfo Pieper Para: Ouvintes CMCJ Mensagem: A CORRIDA CRISTÃ
O povo gosta de esporte. Uns gostam de futebol, outros de vôlei, outros de corrida de carro e ainda outros de natação.
Nos tempos bíblicos o povo também gostava de esportes. Só que não eram os mesmos que os de hoje, mas sim: atletismo, especialmente corridas de longa distância. E para estas competições os candidatos se submetiam a longos e penosos exercícios a fim de se preparar bem para a corrida.
A história nos fala de uma grande corrida que se realizou na cidade de Atenas, na Grécia. Como sempre, os jovens procuraram se preparar ao máximo. Num desses treinamentos estava presente o grande Sócrates, o homem mais famoso da época.
Sócrates era um homem esquisito: para tudo ele fazia pergunta, sempre queria saber o porquê das coisas. Quando ele vê, por exemplo, um dos jovens treinando, correndo atrás de nada, ele logo pergunta: “Por que você está correndo? Para onde você vai?” E o jovem, meio assustado, responde: “Estou correndo, correndo”. Sócrates insiste: “Você não respondeu a minha pergunta. Estou perguntando para onde você está indo?” O jovem, ainda sem fôlego, só consegue dizer: “Estou correndo, correndo”. Sócrates então se dirige à platéia e diz: “Vejam só como corre. Corre e não sabe para onde vai!”.
Também nós estamos empenhados numa competição. É a corrida da vida. E esta competição está cada vez mais difícil, porque tudo está muito caro e para tudo se exige especialização.
O apóstolo Paulo, em 1Coríntios, capítulo 9, igualmente nos fala de uma corrida. Não de uma corrida pela subsistência do corpo, mas pela salvação da alma: a corrida cristã. E o apóstolo sabia para onde ele estava correndo. Ele estava correndo em direção oposta à grande parte da humanidade de hoje. Diz ele: “Assim corro eu, não sem meta. Assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo a escravidão, para que, tendo pregado aos outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Coríntios 9.26,27).
No final da competição, quem conseguir vencer, costuma ganhar um prêmio. E qual o prêmio que Deus promete ao vencedor? O prêmio que o cristão recebe na hora de sua partida deste mundo é a coroa da vida eterna, o direito de morar com Jesus no céu.
E qualquer um pode ganhar este prêmio, bastando apenas que permaneça fiel a Cristo na fé, palavra e obra. Por esta razão Paulo nos aconselha, dizendo: “Correi de tal maneira que alcanceis”. E acrescenta: “Todo o atleta em tudo se domina. Aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível”. E Jesus, no livro de Apocalipse, completa dizendo: “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.
Corramos, portanto, sempre firmes em direção à vida eterna. Olhemos firmemente para Jesus, o autor e consumador da nossa fé, do qual depende a nossa salvação, bem como a força para chegar à pátria celestial.
Pastor Lindolfo Pieper
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